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Чорні брови

02-10-2013 12:26


Одинокі чорні брови
-- сумний запис забуття,
Вас шукають роки втрати:
Був я з вами вчора;
А сьогодні, сам нудьгую.
Де ж ви ділися...
Й де ж подівся я?
Кажуть все йде в забуття!
Мене забули, чорні брови;
не забувже вас я!

Вчора, взавтра, будь-коли
Про вас гадаю завжди.
А сьогодні, скресла крига
затопляє серце -- Хоч іще
Не засіялась весна...
Мабуть з глузду з’їхались
-- зима і літо;
Весни напевне й небуде!..
Розвіяний лід на рікою --
Як попіл згорілий
що прикрив червоне угілля
-- мого й твого серця:
Світ потушив
для нашого буття!

Чорні брови
-- сумний запис забуття.

 

ELA é TIA

30-09-2013 07:21

 

Ela é tia...
Mas é de maresia
a sua freguesia.

Navega pelos mares secos
procurando -- Vê se acha
algumas gotas de
tempestade... Diz:
"quero montar uma
sinfônica jornada
de sons felizes -- que sejam
uma compacta sinfonia..." É!
Assim ela, que é tia, dizia.  
-- Ela é tia,
do mar sem águas,
O que restou da própria maresia.

Ela é tia
esparrama gotas
de acri-doce sabor,
dos respingos das ondas
já desonduladas,
dos secos mares;
Em outros tempos:
navegados por sonhadores
-- Eram senhores
das idéias dos outros:
seus fieis e devedores.
Navegadores não eram,
Também não eram preletores
-- Nos mares turbulentos navegavam
e diziam que tesouros buscavam,
Além dos horizontes; nunca achavam.
Histórias de tufões,
ao som de maresias silentes,
narravam. Todos acreditavam!
Eram eles navegantes.
Errantes...
Farsantes...
Interessantes...
Contavam histórias de maresias
dos mares de águas salgadas --
Hoje são rios apenas:
Susbsistem, graças às tias de maresias
-- resquícios, nos mares secos,
de que eram corpos aquosos de antes.
 

 

MYK_SZOMA

30-09-2013 06:42

mykszoma   --  Meu nome é Mykola Szoma.


Sou formado em Sociologia e Política pelo IMES de São Caetano do Sul - um município da região metropolitana da Grande São Paulo.
Tenho curso de Máquinas e Motores pela
Escola Técnica Federal de São Paulo.

Sou Analista de Sistemas Administrativos de Projetos de Computador. Trabelhei na área de Informática por mais de 25 anos.

Hoje sou Aposentado.

Nasci na Ucrânia , em 1938.
Cheguei ao Brasil em 1947, com 9 anos de idade.
Em 1963 casei-me com uma brasileira. Tenho 5 filhos.
A minha mulher, Nélia dos Santos Szoma, também tem formação de nível superior. É formada em Estudos Sociais.

Eu e a minha mulher
somos membros da Igreja Evangélica Batista.

Por princípio doutrinário, aceitamos a Bíblia na sua integralidade.
Consideramos que, de fato, a Bíblia é a Palavra de Deus. Seus ensinamentos são fundamentais e absolutos; infalíveis e permanentes. Não sujeitos e nem passíveis de variações de interpretação de concepções de moralidade circunstancial e de comportamentos carismáticos e de quaisquer outras pretensões humanas.

O quê foi "pecado" no passado, continua sendo-o hoje. Deus é imutável e seus mandamentos permanecem, como tais, por toda a história "projetada" para a humanidade.

 

A portada da janela

29-09-2013 07:20



Je bous d'impatience,
ça ne va plus très bien
-- Na portada da janela
De coruja, ouço bicadas
É a Coruja de Minerva
que, por razões ignotas
Transferir quer
-- lá de Atenas
Para a distante China,
da sua mãe os olhos...

O tempo surpreendeu-a
com uma neblina; Então
ela pediu um conselho,
Na portada simples
da minha janela.

Respondi-lhe:
Siga firme,
Que a China é bela...

De agora em diante --
É conselheira para todos,
A portada da minha janela!

 

Uma coruja

27-09-2013 11:51


Uma coruja pousou
no parapeito da janela
-- Um peitoril da vida
do observador atento;
Que busca encontar,
entre os escombros,
o mito existencial.
O mito de todos nós --
de qualquer jeito...

Por entre os dedos
-- dos seus espaços,
Peneira fatos
como lhe aprouver...
Sem dar satisfação
a quem a peça;
Transmuda caos
em harmonia de sons
de uma sinfonia
germânica qualquer.

Uma coruja pousou
no parapeito da janela.
Ouviu acordes desses sons
-- gostou!..
Cantar não soube, mas
Sugeriu uma fermata,
com suspensão do tempo;
E o compasso, enfim,
a todos agradou...
É a coruja regendo
a partitura --
Aquela que o Colombo,
em seu quarteto,
com maestria espanhola,
solenemente "desenhou"!

A coruja pousou
no parapeito da janela
E, ao sabor do seu desjo,
o mundo todo mudou!..

 

 

A BIBLIOTECáRIA

27-09-2013 06:47


Dos livros amiga,
Jornais e revistas
São o seu passatempo.

Artigos de fundo
-- da vida os rabiscos,
São os petiscos da sua
Enfurnada, alegre e
Plena de vida mental
-- terrenal existência.

Seus ais são movidos
por exógenos atos
de cronistas sabidos.

Retratos dos outros
que, sem o saberem,
foram adscritos:
Nas páginas brancas,
formando colunas de letras
-- com sabores deliciosos
das marmitas dos papitos.

Fecundas idéias
Sempre são novas estréias!
Abrem umbigo de amigas visões
-- banais e candentes,
Transportam aos astros fatais
Que longe navegam
dos nossos quintais.

Bibliotecária, amiga de livros
Reflete pensares a esmo
E constroi o seu ser unitário
-- emerso de si mesmo.
Assim é a Bibliotecária.

 

NA FUMAÇA

25-09-2013 13:11



Queimando os dias
na fumaça de um cigarro.
A sua vida se destrói
-- por nada. A fumaça
que, Apenas em pensamentos,
Dilui todos os sonhos seus.

Fumaça dos sonhos.
Fumaça dos olhos dela.
Da vida -- uma fumaça.

Abraça os dois, enlaça
a esperança nos restos
da fumaça. Deixa nada,
para depois -- para
nenhum dos dois.

Fumaça antes dos encontros.
Restos de fumaça depois.
Na dor do cérebro,
-- por cinzas apagado...
Nada mais resta
que a fumaça,
Um vazio buscando
os encontros insanos
dos dois!

Queimando os dias
na fumaça de um cigarro.
E depois?!.

 

Sonhador ausente

24-09-2013 07:50


De segunda a sexta,
Aos sábados e aos domingos,
Mesmo nos dias de feriados;
A qualquer hora do dia
-- pela manhã,
-- à tarde,
-- durante a noite;
Tu esempre estás presente.
Na vida de infortúnio,
do infortunado sonhador,
Que se ausentou do mundo
Para viver ausente,
De todos e de si...

Apenas tu estás presente!
Embora não estando junto,
A vida dele destruiste,
Fazendo dele um robô
-- apenas um vivente:
Escondes nele tu
-- um teu joguete apenas...
Dos teus insípidos desejos,
a fonte de paixão perversa.

Adversa dele és tu;
De ti adverso é ele...
Unidos pela insipidez da vida,
Perderam ambos a noção do belo
-- Juntaram as suas anomalias,
Pensando em construir o começar;
Porém traçaram -- e somente,
o fim da estrada. Ali na frente:
Há uma placa -- "É bom parar!.."

 

Justiça injusta

19-09-2013 09:04

De Rui Barbosa
A mortalha trepidou
-- Mais uma vez
A justiça, de modo injusto,
Pela justiça própria,
Auto-imposta se escamoteou!

Depois de cisalhar
As ímprobas asas,
De novo as restaurou...

Em nome da justiça mesma,
Uma injustiça outra perpetrou!
De Rui Barbosa
A mortalha,
Corada de tanto pejo,
De novo trepidou.

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