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Могила брата
01-11-2013 06:23Піском засипали могилу
-- землі бракувало;
В ній поховали пам’ять
Мого покійного брата.
Боровся за волю народів
Життя положив як герой!
Лишив дім свій:
Лаврентій
-- молодший сержант.
До Вільна відправлений;
З під германьського бою
Визволяти державу свою.
Так і загинув від кулі,
Він в героїчному строю!
В литовських просторах,
Навіки лишив душу свою.
Хай слава героям!
Та слава для брата мого!
За відвагу, та за кров,
Що сніги покрасила; Та
збережила волю народа,
Та збережила волю мою!..
Вибивають правду
31-10-2013 07:14
Чи заснути маю право
як гудуть гармати слів?
Вибивають правду із серця
-- Засипають, її місце,
сміттям неугоди... Кажуть
"Вбивай твого брата,
він же бо є ворог твій!".
Не журися по його недолі.
Бережи себе! Такий наказ.
Світ модерний. Все минає.
Користуйся, доти маєш час
-- Взавтра, день твій,
може з ранку перекрутять;
Погасять твої роки враз!
Ось так думають нелюди...
Хоч і ходять як ті панови;
Думи їх -- сама марнота...
Вони ні серцем,
ні головою є здорові.
Суспільство їм -- Існує
лишень як склад входів,
Усякого типа доходів...
Члени нової структури
-- без базової
моральної культури
й досвіду своїх
минулих поколінь.
Вони нелюди. -- Вовки,
що роздірають овець...
А знайдеш їх всюди і скрізь.
Отож, чи маю право заснути
Тоді як розноситься вибух
гармат диструктивних слів?
Тоді як вибивають правду
із серця... Кажуть:
"Вбивай твого брата,
він же бо є ворог твій!"?
На полі неволі
30-10-2013 15:40На полі недолі, багато блукають.
А знати про що розмовляють, не знати!
Не мають об'єднання у намірах своїх
Бо думки одної -- змістового стану,
Відповідно до речі своєї, не мають...
Отож одночасно й блукають!
На полі недолі, те все що в неволі.
Про лихо лишень, вся розмова пливе.
За потоптані квіти, зелених гаїв,
Спів лунає по всюду! Сама біль...
Угоди немає. І вітер літає скоріше,
Тай скоріше, недолі неволю, несе.
На полі неволі, те все що в недолі;
Чекати й не знати: Щось буде нове?
А може закінчиться -- уже завтра,
те що здавалося нам колись вічне!?.
-- Недоторкне для зміни...
Казалося: Воно вічнодійне й святе!?
На полі недолі, багато блукають.
А знати про що розмовляють, не знати!
В чім же справа? -- В тім що їх думи:
"... що минуле є вічнодійне й святе".
A noite vai terminando
30-10-2013 09:31Deitado na relva molhada,
Quero ouvir o canto dos rouxinóis,
Nessa calma e serena madrugada.
A noite vai terminando,
enrolando os seus azulados e
transaprentes lençóis.
Quero ouvir os estalidos
dos lábios dela, beijando os meus.
Quero ouvir da boca sua:
"Querido, diga-me que tu és só meu."
São sonhos... Não são fantasias;
São os desejos meus!
Aqui rouxinóis não crescem;
São pequeninos do Velho Mundo...
Menores que o pisco-de-peito-ruivo;
São "ébrios" da noite, encantam --
com seus trinados e gorgolejos, as
mentes dos amantes e seus desejos.
E muitas vezes,
os cantos dos rouxinóis,
não passam de simples lamentos --
das dores de luto de Orfeu.
Aqui não crescem rouxinóis!
Nem lábios dela são meus caprichos.
Oh, meu Deus!..
Por que me deste um coração enamorado?
Que sonha tanto, mesmo sem ser amado!
-- Por que querer ouvir,
Na calma madrugada,
O canto do rouxinol,
Na relva molhada deitado?..
A madrugada vai fugindo.
A relva, aos poucos, vai secando.
O sonho meu se diluindo: vai me deixando.
A realidade, aos poucos, vai me acordando.
E tudo, poque a noite vai terminando.
Ordem vigente
29-10-2013 09:54
A Ordem vigente
Não mais corresponde aos anseios
-- dos povos, das gentes:
Direitos premidos por milhares,
dos mais sufocantes, pisoteios.
São formas de astutos
subliminares enleios!
Confusas as mentes,
perplexas se perdem,
em formas vazias de ser
Sem nada serem de fato!
Lhes dizem "Vivam por viver!"
De nada vos vale algo fazer.
Futuro incerto! --
São mil incertezas.
Receios de agir,
com medo de errar. Talvez,
pode ser um custo incerto,
que se deva pagar. É melhor
Não tentar... Apenas seguir
a alguém. Talvez, uma gota,
de um sonho alheio,
se possa sugar!? E grátis
-- sem nada custar.
São tantos bloqueios
E muitos da luta desistem,
Tombam falidos --
sem que se vejam,
Para jamais levantar.
Pequenos e grandes
não mais se entendem!
En quanto uns morrem;
os outros, mais ascendem.
Mais se destacam no meio;
Enterrando os pequenos --
sem remorsos nem receios.
Os grande mais vivem
e mais se comprazem;
Com mais plenitude
Desfrutam as benesses da vida!
Os outros
-- os pequenos, Coitados!..
Pisoteados e enterrados.
Justiça Social
29-10-2013 06:29Uma Justiça Socia
será real
somente se baseada nos direitos
do homem íntegro e natural.
Esses direitos serão aceitos
se se aceitar
a dimensão transcendental
da humana estirpe,
da sua imortal e eterna
predestinação imaterial!
Alma vivente --
de ordem espiritual.
Se o Estado deixar de ser
apenas como tal e
em valor maior for erigido;
Então, sufocará o indivíduo
e a razão maior de o ser --
Sufocará as tonalidades
das suas colorações verbais
Tornando os homens escravos
-- animais bípedes tão só!
Viverão todos a serviço
de um poder insano --
desumano, desleal e desolador!..
Oh!.. Não!
Não me falem em liberdades
sem liberdades fundamentais.
Sem que cada qual se acomode
segundo os seus dotes naturais.
Não sejamos instrumentos
de outrem, de mesquinha ambição.
Sejamos homens veros,
conscientes de conasciência.
Uma consciência noissa
na nossa mão!..
Integridade tenhamos!
Tenhamos por meta o amor.
Preservemos as nossas liberdades
que são humanas e fundamentais.
Façamos uma justiça justa.
Somos seres individuais e sociais!
Teorema
28-10-2013 13:49Teorema de Gödel
Deus não caberia em um teorema.
Está aqui pois o grande dilema.
Se há proposições indicidíveis
-- podendo ser falsas
ou verdadeiras; Então
as suas consitências,
consistem, em si,
não serem consistentes;
A não ser em outros sistemas,
de axiomas outros, existentes!
Deus é o próprio
Teorema de Gödel!
Adolescente fora do tempo
28-10-2013 07:44
Adolescente cinquentão...
Deixou de ser um adolescente vero;
Mas não chegou a ser um prudente!
Mas não se sabe porque...
Por que? Responda-me, irmão! Não?
Também, tanta confusão!..
Todos querem ser o que não são...
Eu e todos nós, meu irmão!
Mas ele é demais!
Pensa infantil...
Come papinha.
Assiste desenhos na TV.
Leitura come ele, não há porque.
Não sai do bar dos jabuti --
dos testudinídeos... Esconde-se,
sozinho, dentro de si.
O tempo passa. Mas ele
sem mudar, permanece sempre assim.
Adolescente cinquentão.
Ma seis a questão:
A "mamãezinha" diz-lhe
"Filho, não mude!.. Não!
Um amor quase fatal
27-10-2013 09:30
Gotas de sangue,
sem sangue real...
São gotas de fleugmas
-- humores da vida...
São quatro, ao todo
Nenhum é quase real.
Expandem-se à toa --
Será um veneno fatal?
Quem vive por eles --
tem frieza mental tal.
Então, é mesmo fatal!
Ou é apenas um simples sinal.
Lá em Cós, o tal de Hipócrates
-- aos seus alunos, propós:
Sangue, fleugma, bilis branca,
e a bilis negra são os humores
determinantes dos dissabores.
De todos os possíveis amores!
Seria "sim"?
Seria "não"?
No fundo, o mestre da Escola,
poderia ter tido a razão.
Ou, não!
As gotas de sangue de um poema,
dos poemas, que fluem do coração,
São tão ardentes, como se o sangue
se expelisse, em gotas do sistema
ventrícular do coração...
Hipócrates teria sabido disso? Não?
Quando, um dia, leres
algum dos meus poemas,
Lembrar-te deverás da minha dor!..
Escritos com as gotas
do hipocrático humor.
Poemas banhados de sangue
-- São gotas de fleugmas.
Dilemas da vida.
Lembranças sentidas por mim. Assim.
Passaram!
25-10-2013 16:29
Dor
choro
lágrimas
rosto molhado...
Não de saudades,
de desencanto...
Pranto dorido
coração gemendo,
Algo dizendo:
Fim da jornada,
ponto final --
Tudo acabado!..
Uma lágrima
cristalizou.
Enobreceu --
sublimou.
Depois, como gás,
volatizou;
O rosto secou...
A lágrima
não mais rolou,
Os olhos secaram.
Ficaram mais belos,
brilharam singelos.
Nunca mais choraram!
Na memória, apenas
as lembranças, sem dor
se encrustraram...
Como diamantes caros
para sempre restaram.
Dor
choro
lágrimas
-- Passaram!